Era um dia que não teríamos muito a escrever. Imaginem: chegamos na rodoviária, pegamos o ônibus e fomos para a pousada. Pois bem, não foi bem assim.
Já estamos planejando a viagem a muito tempo. Ligamos pra empresa antes buscando informações sobre o transporte das bicicletas. Ao comprar a passagem, perguntei para o rapaz do guichê se teria algum problema. Ambos nos informaram que não teria nenhum problema, seria necessário apenas proteger as pontas para não correr o risco de estragar as malas dos outros. Até aí, tudo bem!
Chegamos para o embarque e fomos descobrir que não era bem assim. Impediram nosso embarque, além de sermos muito mal tratados pelo despachante e pelo rapaz que embarcava as malas.
Nossa tarde estava só começando. Fomos procurar o DER/MG para fazer a reclamação e intermediar a negociação com o pessoal da companhia, já que os mesmos, além da pouca educação, só repetiam: “Não levamos bicicletas”. A situação só resolveu depois de conversar com o encarregado da empresa na rodoviária e com o representante do DER/MG. Aliás, o DER fica com nosso agradecimento pela maneira que conduziu toda a situação e pela educação e calma do seu funcionário.
Ficou combinado com o encarregado que iríamos proteger duas partes das bicicletas, apontadas por ele. Protegendo apenas estas duas partes nosso embarque seria garantido.
Resolvemos não correr o risco e "apelar":
Ivan e Sandro foram pra cidade comprar plástico bolha e papel.
Embalamos tudo no chão da rodoviária mesmo. Desmontamos as rodas, enrolamos as bicicletas em plástico bolha e ainda colocamos papel “craft” por cima. Nada mal, já que o próximo ônibus só seria as 18:45 e não teríamos outra coisa para fazer.
Com tudo embalado não teve mais discussão. Fomos os primeiros a colocar a bagagem no ônibus e fomos ao guichê revalidar o bilhete para este horário.
A viagem em si já foi outra grande demonstração da “qualidade” da empresa. Um ônibus velho e com o interior mais barulhento que uma escola de samba nos levou até Diamantina. Não bastando isso, devido a obras na rodovia ficamos parados 40 minutos em algum lugar entre a BR-040 e Curvelo. A lua cheia e o cerrado eram as únicas coisas que se dava pra ver.
Chegamos a Diamantina a 01:40 da manhã. Já na pequena rodoviária desembalamos as bicicletas e fomos pra pousada pedalando.
Nesta hora da madrugada as pessoas, ainda nos bares, olhavam para nós com aquelas caras: Quem são estes loucos e o que eles estão fazendo numa hora dessas?
Pousada Capistrana foi nosso destino final. Bicicletas nos quartos e não teve jeito, fomos tomar uma cerveja para brindar a chegada. Literalmente uma cerveja, já que de lá fomos direto pra cama.
[Texto revisado em 17/julho/2009]
2 comentários:
Mas q perrengue,heim Luciano!?!?! Bjs Graça
Adorei, primo! Parabéns pela trilha e pelo blog! Essa trip foi mesmo muito massa! Beijos! Mariana Saraiva
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